A assim chamada cultura corporativa se eleva sobre práticas de controle, submissão e jugo, que não apenas são extensão dos costumes sociais de opressão, como também compreendem dinâmicas opressivas próprias. O ambiente empresarial é um espaço de violência que atinge praticamente a todos, mas notadamente, vitima com maior intensidade aqueles que socialmente já se encontram em situação de vulnerabilidade. Nas costas daqueles menos favorecidos, mais socialmente marginalizados, as empresas se erguem para acumular bilhões.
O Que é Pensamento Crítico?
Esse é o chamado deste texto. Que se produza conhecimento não como mera ocupação mecânica de especialistas. Que se faça ciência não com o objetivo de reforçar e reproduzir as instituições opressoras. Que se procure a crítica capaz de demolir estruturas ancestrais de opressão para construir o novo. Não uma crítica destrutiva, mas aquela que não se cala diante da mais naturalizada forma de domínio, exploração ou discriminação, ao mesmo tempo em que aponte caminhos e alternativas.
O Segredo…
... não é bem um "segredo", mas mais um sonho distante de consciência generalizada de classe, gênero e raça que, inevitavelmente, tornará o mundo muito melhor.
Organizações, Economia Política e Governança Global
CHAMADA DE TRABALHOS / CALL FOR PAPERS. O objetivo do Tema 7 da divisão de EOR da Anpad é oferecer um espaço de diálogo para pesquisadores com trabalhos no campo dos estudos organizacionais que se fundamentem em base econômica e/ou macrogerencial, a partir de perspectivas crítico-reflexivas, levando em conta as interfaces de integração entre organizações, economia e sociedade. Submissões até 7/3.
“Não olhe para cima”, um louvor
O que parece uma comédia de erros é, na verdade, um drama de realismo cru e verossimilhança chocante. Não apenas decorrente do brilhantismo dos cineastas, mas sobretudo por causa do fato de que vivemos em uma era de declínio cognitivo coletivo, numa sociedade dominada pelo efêmero e pelo inútil. O cômico e o ridículo da plot doém como um golpe bem dado, porque também são a imagem real de nosso tempo.
Desenvolvimento como Opressão
Se o desenvolvimento é a forma aparente da dinâmica capitalista; e se o capitalismo é a estratégia de dominação do homem branco ocidental sobre as demais culturas, negras, nativo americanas e asiáticas; o desenvolvimento econômico e social não é nada além de mais uma forma de opressão, a face aparente de um esquema de jugo, dominação e exploração.
Por uma “nova esquerda” como nunca deveria ter deixado de ser
Nos círculos da esquerda, desde o alto até as bases, dos gabinetes do parlamento até as salas de aula, viceja um misto de incredulidade e pessimismo nos últimos anos. Os acontecimentos recentes seriam uma evidência de que a esquerda não está apta a proporcionar bons governos. No entanto, não concordo com a tese da "oportunidade perdida". Muito foi realizado. Muito mais pode ser alcançado.
O coringa
Essa plot me chamou a atenção por dois motivos. O descenso da personagem rumo a dissociação completa expõe, de certa forma, o risco generalizado em se enfrentar uma situação social de crescente desmantelamento de estruturas de sociabilidade, como o emprego, a educação, a saúde pública, a confiança na classe dirigente, a emersão do fascismo. Um enfrentamento que o povo trava desaparelhado e desassistido, de frustração em frustração, o que pode levar à uma situação de rompimento com o compromisso de integração coletivo.
Universidade, internet e além…
Assim, se a estrutura social centralizada pouco se altera com a emersão da informática e da internet, as mudanças no campo educação tampouco são estruturais, até então se mostrando igualmente circunscritas ao nível das aparências e das técnicas. Dizer diretamente o que deve permanecer e o que deve sumir, em termos de prática educacional, é fútil. O desafio que permanecerá, na minha opinião, é o mesmo: como fazer com que as pessoas assumam ativamente o protagonismo em seus processos de aprendizagem?
A Reforma Administrativa
Ao obrigar o Governo a economizar com servidores e com programas sociais, não se pretende um Estado mínimo. Procura-se, na verdade, reservar todo esse volume de recursos para o usufruto privado dos interesses empresariais e dos especuladores financeiros. O Estado continuará grande, mas em favor de poucos. A discussão da reforma administrativa esconde a disputa pelo fundo público de recursos entre as diversas parcelas da sociedade brasileira, na qual os trabalhadores, os principais afetados negativamente, se encontram alijados.