Malditos e difamados, os impostos constantemente são alvo da ojeriza de muitos, desde opinadores profissionais a veículos de comunicação de massa. Os males das economias do mundo, notadamente os da brasileira, são constante e levianamente atribuídos a cargas tributárias praticadas pelo Estado. Contudo, as afirmações quanto à maledicência dos impostos, repetidas com fervor, têm uma origem menos científica do que aparenta. Ainda que impostos pesados apresentem uma face negativa, existem pontos a serem considerados que, no mínimo, levam a questionar a validade da cruzada contra o tributo.
Os limites e as oportunidades da educação a distância*
A assim chamada revolução das metodologias educacionais, “ativas”, “cognitivas”, “associativas” etc. simplesmente não é possível no contexto da EaD, por princípio conceitual. A maior proximidade e atenção com o estudante é o contrário do que pode oferecer o ensino a distância. Isso não significa que não existam vantagens, o custo e a ampla disponibilidade entre elas, mas perguntemo-nos: a que preço humano, social e institucional?
A Liderança na Empresa
Subsunção, controle e dissuasão são o cerne da liderança. Toda maquiagem ao redor, as palavras da moda, o discurso vazio do diálogo que sai das falas equilibradas e ponderadas de quem se propõe líder na empresa capitalista, servem apenas para escamotear a verdadeira função da liderança. E qual seria? Em uma sentença simples, aprisionar a razão, o agir e a opinião do trabalhador, para que este se reduza a uma coisa, um objeto cuja única função é produzir mais-valor.
Pela erradicação do ensino particular (e pela extinção das empresas-escola)*
A empresa-escola não visa formar o indivíduo, mas valorizar o capital; as instituições particulares de ensino são orientadas por uma ideologia capitalista, privando o estudante do contato com outras percepções sobre o mundo; o ensino orientado para o mercado não aborda temas imprescindíveis para a construção intelectual das pessoas, pois o mercado deseja pets adestrados, não cidadãos críticos e plenos.
A Guerra Híbrida na América Latina: notas de um observador
Como resultado, tentativas de golpes de Estado (constitucionalmente disfarçados ou abertamente violentos) foram articulados tanto no Paraguay, como no Brasil, Honduras, Equador, Bolívia e Venezuela. Em quatro países, Bolívia, Brasil, Honduras e Paraguay viram seus governos “pós-neoliberais” serem retirados à força do poder, substituídos por políticos de direta e declaradamente alinhados aos interesses dos EUA, assim como empenhados em retomar o projeto neoliberal.
A falácia do empreendedorismo*
Se existe uma categoria geral com a qual se pode caracterizar qualquer grupamento humano, é a existência de mitologias que permeiam as relações e instituições sociais. Quase a totalidade das, se não todas as, sociedades das quais se guardam registros estavam comprometidas com soluções míticas para a realidade que as cercavam.[1] A sociedade ocidental burguesa... Continuar Lendo →
O sono do trabalho e a economia do ridículo
Um economista da universidade de Harvad, chamado Sendhil Mullainathan, publicou no jornal New York Times anos atrás um artigo de opinião chamando a atenção para um problema interessante: os possíveis impactos da privação de sono sobre o PIB norte-americano.¹ O autor argumenta que pessoas, quando expostas a privação de sono, trabalham de maneira letárgica, encontram-se... Continuar Lendo →
A essência da estratégia
Durante a formação em administração, assim como no senso comum do dia-a-dia da gestão,[1] ouvimos falar de estratégia como algo com fins puramente individuais. Parece-nos que essa prática é simplesmente a maneira por meio da qual uma pessoa enfrenta os muitos desafios da existência. Ou então, a palavra “estratégico” se torna um sinônimo para “importante”.... Continuar Lendo →
O Mercado e a “Lei da Selva”
A selva não é uma boa metáfora para o mercado. O funcionamento do mercado na verdade se aproxima muito mais do que era um sanatório no início século XIX.
Fluxos de Valor no Modo de Produção Capitalista
Esse modelo foi idealizado como uma forma de substituir, de maneira mais realista, o modelo de fluxo circular de renda, muito comum em exposições a partir da ciência econômica vulgar.