Amanhã o Brasil se encontrará nas urnas para se resolver sobre os representantes políticos que governarão o país por quatro anos. Em pouco mais de 24 horas, o simples bater de asas do beija-flor da história, um carrossel de atos e consequências para mais de 200 milhões de pessoas será selado.
Toda a eleição é o pleito mais importante da história, pode-se dizer. Não porque o seja inevitável, necessariamente, mas graças ao potencial de, ali, se destravarem ou não, se pressionarem ou manterem, gatilhos de acontecimentos cujos desdobramentos são por hora ininteligíveis. Em 2018 as urnas determinaram a mais caótica gestão pública da pandemia de Covid-19 no mundo, entregando à morte mais de 400 mil pessoas diretamente (sem contar os milhares de óbitos incidentais). Se se soubesse, teriam escolhido diferente?
Amanhã firmaremos destinos novamente, sem saber. Mas temos pistas…
De um lado, um representante da extrema-direita. Herdeiro do neo-integralismo bolsonarista, Flávio Bolsonaro traz como legado a experiência de seu pai, ex-presidente preso por tentativa de golpe de Estado: quatro anos de desvario, irresponsabilidade fiscal, abandono social, ambiental e regulatório, péssimos resultados econômicos, empobrecimento, desemprego, desmonte dos sistemas públicos de educação, saúde e segurança pública, profunda incompetência política, gerencial e empática.
No entanto, deve-se destacar, o candidato bolsonarista apresenta credenciais próprias. Ele não é seu pais. São 20 anos de atividade parlamentar inócua, defesa fiel do crime organizado, inclusive atuando (inclusive durante o exercício do cargo de Senador da República) como advogado de defesa de assassinos da milícia carioca (os quais condecorou, empregou e com quem mantém próximos laços de afetividade) e todo um rol de conexões, por assim dizer, obscuras. Se eu fosse listar aqui o rol de corrupção, ligações ilícitas e atos asquerosos, não seria um texto curto.
Do outro lado?
Bem, poderia dizer que pouco importa o outro lado. Em uma sociedade saudável, qualquer pessoa, até um animal ou um objeto inanimado, seria considerado amplamente mais adequado para o governo do que alguém com aquelas credenciais. Não estamos numa coletividade sã, plenamente consciente, talvez sequer cognitivamente apta para a existência, porém.
Do outro lado, Luiz Inácio da Silva, o três vezes eleito Presidente Lula, governante mais exitoso da história democrática brasileira e ícone da política mundial. Lula não precisa de apresentação, não precisamos fazer uma lista de seus programas e projetos exitosos, voltados para o benefício coletivo e importantes para a sociedade. Certamente, para cada mal-feito do clã Bolsonaro, há ao menos uma política pública de grande impacto positivo criada nos governos do Partido dos Trabalhadores.
Por isso, venho aqui firmar posição. Eu, Rômulo Cristaldo, autor do Blog Administração Crítica, declaro voto em Lula para Presidente.
Mais, declaro ainda a escolha de candidatos do Partido dos Trabalhadores, ou aliados ao governo Lula, aqui no Mato Grosso do Sul.
Que se registre que, nos momentos-chave, quando a sociedade brasileira esteve em circunstâncias as mais desafiadoras, em veículo não se escondeu. Mais importante que uma falsa isenção que mascara escolhas parciais com pseudo-argumentos técnicos, é rico ter clareza de posicionamento histórico e honestidade intelectual. Se TODO o conhecimento humano é interessado, parcial, deixar claro a natureza de suas escolhas é a atitude de maior respeito que se pode ter com seus interlocutores.
Oxalá que amanhã escolhamos a civilização ao invés da barbárie.
Até pq, depois de amanhã, de um jeito ou de outro, é dia de preto, é dia de mulheres e homens do povo, é dia de trabalho, é dia de luta!
Trabalhadoras do mundo, uni-vas! A luta continua!
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