Não existe nada mais pernicioso para a sociedade que políticos ávidos por poder, economistas sôfregos em alcançar reconhecimento e capitalistas vorazes pelos lucros. Nossa tragédia está em termos sempre sido governados por pessoas assim.
E assim…
Nos encontramos num momento, numa encruzilhada histórica (cômica?) quando o mais indicado é fingir ser mesmo o que se é de fato, se não em ato, ao menos em estardalhaço, como que parodiando toscamente o poeta descrito e vivido (?) por Pessoa.
O coringa
Essa plot me chamou a atenção por dois motivos. O descenso da personagem rumo a dissociação completa expõe, de certa forma, o risco generalizado em se enfrentar uma situação social de crescente desmantelamento de estruturas de sociabilidade, como o emprego, a educação, a saúde pública, a confiança na classe dirigente, a emersão do fascismo. Um enfrentamento que o povo trava desaparelhado e desassistido, de frustração em frustração, o que pode levar à uma situação de rompimento com o compromisso de integração coletivo.
MARX, Karl. Crítica da filosofia do direito de Hegel. Tradução Rubens Enderle, Leonardo de Deus. São Paulo: Boitempo, 2013. p. 151.
Universidade, internet e além…
Assim, se a estrutura social centralizada pouco se altera com a emersão da informática e da internet, as mudanças no campo educação tampouco são estruturais, até então se mostrando igualmente circunscritas ao nível das aparências e das técnicas. Dizer diretamente o que deve permanecer e o que deve sumir, em termos de prática educacional, é fútil. O desafio que permanecerá, na minha opinião, é o mesmo: como fazer com que as pessoas assumam ativamente o protagonismo em seus processos de aprendizagem?
A Reforma Administrativa
Ao obrigar o Governo a economizar com servidores e com programas sociais, não se pretende um Estado mínimo. Procura-se, na verdade, reservar todo esse volume de recursos para o usufruto privado dos interesses empresariais e dos especuladores financeiros. O Estado continuará grande, mas em favor de poucos. A discussão da reforma administrativa esconde a disputa pelo fundo público de recursos entre as diversas parcelas da sociedade brasileira, na qual os trabalhadores, os principais afetados negativamente, se encontram alijados.
O Mercado e a “Lei da Selva”
A selva não é uma boa metáfora para o mercado. O funcionamento do mercado na verdade se aproxima muito mais do que era um sanatório no início século XIX.
Uma eulogia (ou uma crítica) do(s) conceito(s) de Administração…
Hoje vivemos no mundo da empresa, das burocracias de Estado e das grandes corporações. Tudo que tocamos, fazemos ou sonhamos com, é mediado, de alguma maneira, por firmas capitalistas e/ou organizações criadas para oferecer suporte na acumulação de capital. Por detrás dessas instituições tão presentes no dia-a-dia que se tornam invisíveis, o mote principal, universal... Continuar Lendo →