"Likes", "curtidas", "seguidores", são todas medidas de mediocridade, não de que se realiza algo importante. Quanto mais se recebe, menos relevante é a informação. Quanto mais se vive em função de, menos a vida em si tem importância, ou sequer é presenciada apropriadamente.
Organizações, Economia Política e Governança Global
CHAMADA DE TRABALHOS / CALL FOR PAPERS. O objetivo do Tema 7 da divisão de EOR da Anpad é oferecer um espaço de diálogo para pesquisadores com trabalhos no campo dos estudos organizacionais que se fundamentem em base econômica e/ou macrogerencial, a partir de perspectivas crítico-reflexivas, levando em conta as interfaces de integração entre organizações, economia e sociedade. Submissões até 7/3.
“Não olhe para cima”, um louvor
O que parece uma comédia de erros é, na verdade, um drama de realismo cru e verossimilhança chocante. Não apenas decorrente do brilhantismo dos cineastas, mas sobretudo por causa do fato de que vivemos em uma era de declínio cognitivo coletivo, numa sociedade dominada pelo efêmero e pelo inútil. O cômico e o ridículo da plot doém como um golpe bem dado, porque também são a imagem real de nosso tempo.
Desenvolvimento como Opressão
Se o desenvolvimento é a forma aparente da dinâmica capitalista; e se o capitalismo é a estratégia de dominação do homem branco ocidental sobre as demais culturas, negras, nativo americanas e asiáticas; o desenvolvimento econômico e social não é nada além de mais uma forma de opressão, a face aparente de um esquema de jugo, dominação e exploração.
Por uma “nova esquerda” como nunca deveria ter deixado de ser
Nos círculos da esquerda, desde o alto até as bases, dos gabinetes do parlamento até as salas de aula, viceja um misto de incredulidade e pessimismo nos últimos anos. Os acontecimentos recentes seriam uma evidência de que a esquerda não está apta a proporcionar bons governos. No entanto, não concordo com a tese da "oportunidade perdida". Muito foi realizado. Muito mais pode ser alcançado.
Não é certo que a verdade sempre prevaleça. Tampouco que a mentira se revele em todas as ocasiões. Nem mesmo se pode dizer que há um castigo divino, cruel, sagaz ou irônico para os mentirosos. Não. Nada disso é certo. A única pena que certamente afligirá todos os que mentem é ter que conviver o tempo inteiro consigo mesmos.
Não existe nada mais pernicioso para a sociedade que políticos ávidos por poder, economistas sôfregos em alcançar reconhecimento e capitalistas vorazes pelos lucros. Nossa tragédia está em termos sempre sido governados por pessoas assim.
E assim…
Nos encontramos num momento, numa encruzilhada histórica (cômica?) quando o mais indicado é fingir ser mesmo o que se é de fato, se não em ato, ao menos em estardalhaço, como que parodiando toscamente o poeta descrito e vivido (?) por Pessoa.
O coringa
Essa plot me chamou a atenção por dois motivos. O descenso da personagem rumo a dissociação completa expõe, de certa forma, o risco generalizado em se enfrentar uma situação social de crescente desmantelamento de estruturas de sociabilidade, como o emprego, a educação, a saúde pública, a confiança na classe dirigente, a emersão do fascismo. Um enfrentamento que o povo trava desaparelhado e desassistido, de frustração em frustração, o que pode levar à uma situação de rompimento com o compromisso de integração coletivo.