A crise da administração*

O modelo dominante da ciência da gestão parece, portanto, asfixiado pelo imperativo da empresa e pelo lucro, usando como desculpa a noção do bem-estar consumista e se fechando numa visão míope do mundo. No entanto, endossado por uma estrutura que contabiliza a qualidade da ciência através de indicadores numéricos de produção, entende-se como pujante e crescente. Esta contradição sem alarde encontra ouvidos surdos e se alastra maliciosamente como um câncer, podendo tornar tanto a prática quando a ciência algo que serve apenas a interesses transitórios, que não se aprofunda em nada, e que perde enfim a razão de existir.

O que é “administração política”?

A administração política é o conjunto de princípios, fundamentos e valores de gestão básicos, subjacentes ao agir social. Tais princípios se entranham na coletividade, se confundindo com a razão e auxiliando a moldar o mundo segundo uma lógica e éticas aceitas por (ou impostas a) todos. A administração política capitalista corresponde, portanto, aos princípios de comportamento que dão suporte para a acumulação privada de riqueza.

Chamada de Trabalhos

O objetivo da presente chamada é promover e divulgar análises fundamentadas em base econômica e macrogerencial, estabelecendo parâmetros reflexivo-críticos acerca das organizações e teorias mais visitadas no campo, a partir de estudos econômicos das organizações.

A heutagogia e o fim da educação

A "heutagogia" é a forma individualizada de um ensino orientado pelo consumo, ditado nas salas dos produtores de conteúdo, que oferecem uma pauta de opções para "escolha livre", mas tiram da prateleira a crítica, a contestação e o contraditório. É possível se "educar" apenas reforçando e alimentando dogmas e opiniões sem embasamento, porque o cardápio da extrema liberdade sem contato humano já é, em última instância, também a ausência da alteridade e da necessidade de olhar para si mesmo.

Fenômeno, Essência & Totalidade

Uma característica fundamental da perspectiva marxista em administração diz respeito à natureza dos processos organizacionais. A compreensão da relação entre aparência (fenômeno) e essência (nuômeno) das coisas do mundo, sobretudo daquelas da seara das relações entre as pessoas, é fulcral para evitar uma interpretação dogmática da obra marxiana. Nesse breve ensaio, ofereço uma alternativa de solução para a questão.

A Empresa como Forma de Opressão

É longa a lista de provações que as organizações empresariais impõem sobre as sociedades. O consumismo, a manipulação publicitária, a obsolescência programada, a exaustão do meio-ambiente natural, a captura do aparelho de Estado e a corrupção, todas essas são violências coletivas que reforçam a percepção de que a empresa é uma forma de opressão. Tomar consciência desses processos, entender suas causas e consequências, é essencial para que a atividade empresarial possa ser controlada e disciplinada segundo os interesses da sociedade, não ao contrário. Por isso, o pensamento e a práxis crítica são tão necessários.

A Opressão no Ambiente Empresarial

A assim chamada cultura corporativa se eleva sobre práticas de controle, submissão e jugo, que não apenas são extensão dos costumes sociais de opressão, como também compreendem dinâmicas opressivas próprias. O ambiente empresarial é um espaço de violência que atinge praticamente a todos, mas notadamente, vitima com maior intensidade aqueles que socialmente já se encontram em situação de vulnerabilidade. Nas costas daqueles menos favorecidos, mais socialmente marginalizados, as empresas se erguem para acumular bilhões.

O Que é Pensamento Crítico?

Esse é o chamado deste texto. Que se produza conhecimento não como mera ocupação mecânica de especialistas. Que se faça ciência não com o objetivo de reforçar e reproduzir as instituições opressoras. Que se procure a crítica capaz de demolir estruturas ancestrais de opressão para construir o novo. Não uma crítica destrutiva, mas aquela que não se cala diante da mais naturalizada forma de domínio, exploração ou discriminação, ao mesmo tempo em que aponte caminhos e alternativas.

O Segredo…

... não é bem um "segredo", mas mais um sonho distante de consciência generalizada de classe, gênero e raça que, inevitavelmente, tornará o mundo muito melhor.

Dane-se a tenura!

Luta de classe não é sarau, não é convescote de ideias "progressistas", não é mesa de estudos críticos em congresso de elite, não é diálogo de conciliação, não é concurso de ética. Luta de classe é trabalhador na rua, produção parada. É sangue, suor e lágrimas. É cassetete no lombo. É guerra. Na guerra e no amor vale tudo.

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