A Reforma Administrativa

Ao obrigar o Governo a economizar com servidores e com programas sociais, não se pretende um Estado mínimo. Procura-se, na verdade, reservar todo esse volume de recursos para o usufruto privado dos interesses empresariais e dos especuladores financeiros. O Estado continuará grande, mas em favor de poucos. A discussão da reforma administrativa esconde a disputa pelo fundo público de recursos entre as diversas parcelas da sociedade brasileira, na qual os trabalhadores, os principais afetados negativamente, se encontram alijados.

Os limites e as oportunidades da educação a distância*

A assim chamada revolução das metodologias educacionais, “ativas”, “cognitivas”, “associativas” etc. simplesmente não é possível no contexto da EaD, por princípio conceitual. A maior proximidade e atenção com o estudante é o contrário do que pode oferecer o ensino a distância. Isso não significa que não existam vantagens, o custo e a ampla disponibilidade entre elas, mas perguntemo-nos: a que preço humano, social e institucional?

A Liderança na Empresa

Subsunção, controle e dissuasão são o cerne da liderança. Toda maquiagem ao redor, as palavras da moda, o discurso vazio do diálogo que sai das falas equilibradas e ponderadas de quem se propõe líder na empresa capitalista, servem apenas para escamotear a verdadeira função da liderança. E qual seria? Em uma sentença simples, aprisionar a razão, o agir e a opinião do trabalhador, para que este se reduza a uma coisa, um objeto cuja única função é produzir mais-valor.

Pela erradicação do ensino particular (e pela extinção das empresas-escola)*

A empresa-escola não visa formar o indivíduo, mas valorizar o capital; as instituições particulares de ensino são orientadas por uma ideologia capitalista, privando o estudante do contato com outras percepções sobre o mundo; o ensino orientado para o mercado não aborda temas imprescindíveis para a construção intelectual das pessoas, pois o mercado deseja pets adestrados, não cidadãos críticos e plenos.

O sono do trabalho e a economia do ridículo

Um economista da universidade de Harvad, chamado Sendhil Mullainathan, publicou no jornal New York Times anos atrás um artigo de opinião chamando a atenção para um problema interessante: os possíveis impactos da privação de sono sobre o PIB norte-americano.¹ O autor argumenta que pessoas, quando expostas a privação de sono, trabalham de maneira letárgica, encontram-se... Continuar Lendo →

Desafios da educação no Brasil (ou, dos sonhos que poderiam ser e não são)

"A educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo."Paulo Freire Essa citação de Paulo Freire é talvez uma das mais simples e completas expressões do poder e dos limites da educação. Nenhuma partícula da coletividade pode acreditar que, em si, é capaz de transformar concretamente a realidade. Economia, direito, educação, administração,... Continuar Lendo →

A essência da estratégia

Durante a formação em administração, assim como no senso comum do dia-a-dia da gestão,[1] ouvimos falar de estratégia como algo com fins puramente individuais. Parece-nos que essa prática é simplesmente a maneira por meio da qual uma pessoa enfrenta os muitos desafios da existência. Ou então, a palavra “estratégico” se torna um sinônimo para “importante”.... Continuar Lendo →

Por que “Administração Crítica”?

A crítica é a ação de por em crise, de abalar os fundamentos de algo com intuito de derrubar o antigo para construir o novo em seu lugar. A administração tem servido a interesses particulares e egoístas, à empresa, ao consumismo e ao desperdício. É tempo de escapar desses problemas, dos lugares-comuns da gestão instrumental,... Continuar Lendo →

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