Subsunção, controle e dissuasão são o cerne da liderança. Toda maquiagem ao redor, as palavras da moda, o discurso vazio do diálogo que sai das falas equilibradas e ponderadas de quem se propõe líder na empresa capitalista, servem apenas para escamotear a verdadeira função da liderança. E qual seria? Em uma sentença simples, aprisionar a razão, o agir e a opinião do trabalhador, para que este se reduza a uma coisa, um objeto cuja única função é produzir mais-valor.
Pela erradicação do ensino particular (e pela extinção das empresas-escola)*
A empresa-escola não visa formar o indivíduo, mas valorizar o capital; as instituições particulares de ensino são orientadas por uma ideologia capitalista, privando o estudante do contato com outras percepções sobre o mundo; o ensino orientado para o mercado não aborda temas imprescindíveis para a construção intelectual das pessoas, pois o mercado deseja pets adestrados, não cidadãos críticos e plenos.
A Guerra Híbrida na América Latina: notas de um observador
Como resultado, tentativas de golpes de Estado (constitucionalmente disfarçados ou abertamente violentos) foram articulados tanto no Paraguay, como no Brasil, Honduras, Equador, Bolívia e Venezuela. Em quatro países, Bolívia, Brasil, Honduras e Paraguay viram seus governos “pós-neoliberais” serem retirados à força do poder, substituídos por políticos de direta e declaradamente alinhados aos interesses dos EUA, assim como empenhados em retomar o projeto neoliberal.
A falácia do empreendedorismo*
Se existe uma categoria geral com a qual se pode caracterizar qualquer grupamento humano, é a existência de mitologias que permeiam as relações e instituições sociais. Quase a totalidade das, se não todas as, sociedades das quais se guardam registros estavam comprometidas com soluções míticas para a realidade que as cercavam.[1] A sociedade ocidental burguesa... Continuar Lendo →
O sono do trabalho e a economia do ridículo
Um economista da universidade de Harvad, chamado Sendhil Mullainathan, publicou no jornal New York Times anos atrás um artigo de opinião chamando a atenção para um problema interessante: os possíveis impactos da privação de sono sobre o PIB norte-americano.¹ O autor argumenta que pessoas, quando expostas a privação de sono, trabalham de maneira letárgica, encontram-se... Continuar Lendo →
Prezadxs Colegas, Quero vos convidar para submeter seus trabalhos sobre Estudos Oganizacionais, Administração e Administração Pública, que tenham interfaces com fenômenos e processos internacionais, no Tema 15 da Divisão de Administração Pública (APB) do EnANPAD 2021: Estado, Governança Global e Organizações Supranacionais (EGGOS) Este ano, lidero o tema junto com xs prestigiosxs colegas Maria Elisa... Continuar Lendo →
Desafios da educação no Brasil (ou, dos sonhos que poderiam ser e não são)
"A educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo."Paulo Freire Essa citação de Paulo Freire é talvez uma das mais simples e completas expressões do poder e dos limites da educação. Nenhuma partícula da coletividade pode acreditar que, em si, é capaz de transformar concretamente a realidade. Economia, direito, educação, administração,... Continuar Lendo →
Brumadinho, Mariana e a Vale
No dia 25 de janeiro de 2021 completaram-se 2 anos desde que uma barragem de dejetos de mineração se rompeu nas imediações da cidade de Brumadinho, MG, causando um desastre ecológico e social. Poucos anos antes, em novembro de 2015, um acidente semelhante destruiu o Rio Doce, também em Minas Gerais. Em ambos os casos... Continuar Lendo →
A essência da estratégia
Durante a formação em administração, assim como no senso comum do dia-a-dia da gestão,[1] ouvimos falar de estratégia como algo com fins puramente individuais. Parece-nos que essa prática é simplesmente a maneira por meio da qual uma pessoa enfrenta os muitos desafios da existência. Ou então, a palavra “estratégico” se torna um sinônimo para “importante”.... Continuar Lendo →
O Mercado e a “Lei da Selva”
A selva não é uma boa metáfora para o mercado. O funcionamento do mercado na verdade se aproxima muito mais do que era um sanatório no início século XIX.