A Reforma Administrativa

Ao obrigar o Governo a economizar com servidores e com programas sociais, não se pretende um Estado mínimo. Procura-se, na verdade, reservar todo esse volume de recursos para o usufruto privado dos interesses empresariais e dos especuladores financeiros. O Estado continuará grande, mas em favor de poucos. A discussão da reforma administrativa esconde a disputa pelo fundo público de recursos entre as diversas parcelas da sociedade brasileira, na qual os trabalhadores, os principais afetados negativamente, se encontram alijados.

O Brasileiro Não é Cordial

Um dos pilares essenciais do mito contemporâneo da brasilianidade é a hipótese do “homem cordial” brasileiro, levantada pelo historiador paulista Sério Buarque de Holanda.1 Como bem denuncia Jessé Souza em alguns de seus recentes livros de divulgação científica,2 essa hipótese é tão poderosa quanto falsa. Uma simples observação da história secular e recente da nação... Continuar Lendo →

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