GLASER, B. Conceptualization: on theory and theorizing using grounded theory. International Journal of Qualitative Methods, v. 1, n. 2, p. 1-31, mar./jun. 2002. Disponível em: https://doi.org/10.1177/160940690200100203. Acesso em: 24 ago. 2014.
Esta resenha aborda um trabalho de Barney Glaser[1] sobre sua famosa contribuição para a metodologia científica, a grounded theory (GT). Mais especificamente, o autor trata de como a formulação de conceitos pode auxiliar no surgimento de uma teoria fundamentada, a seu ver a partir da correta apreensão, tratamento e articulação de padrões sociais provenientes de dados empíricos coletados através de pesquisa. O texto em questão se divide em oito partes: (1) “pattern naming” (p. 4); (2) “time, place, people” (p. 6); (3) “conceptual ability” (p. 11); “conceptual level” (p. 15); (4) “enduring grab: theory bits” (p. 16); (5) “conceptual conjecture” (p. 19); (6) “conceptual description” (p. 21); (7) “conceptual foppery” (p. 24); (8) “conceptual power” (p. 25). As duas primeiras são explicativas, no sentido de tentarem expor as características principais o método, as seis seguintes são apologéticas, tentando demonstrar as qualidades da GT perante outras abordagens.
Segundo o autor, o grande papel da teoria fundamentada[2] é montar conceitos que possuam duas características principais: (1) sejam válidos, independente de seu contexto, ou seja, transcendendo tempo, espaço e atores envolvidos; e (2) tenham uma capacidade de explicação duradoura. Em outras palavras, o autor afirma a metodologia formaria conceitos universais e necessários, apodíticos como diria um Kant[3], a partir de raciocínios indutivos, desde que uma quantidade suficientemente grande de dados pudesse ser analisada e comparada.
Glaser afirma que, no contexto da teoria fundamentada, um conceito é estipulação de um nome para um padrão social que é percebido ao se analisar os dados obtidos em uma pesquisa (p. 4). Tratar-se-ia de algo que não poderia advir de uma teoria prévia, nem ser imposto à realidade para ser testado, mas surgiria da observação de tais características reincidentes presentes nas diversas situações de campo em foco. Antes de se batizar um padrão precederia uma continuada, e reiterada, comparação entre as situações, marcada pela tentativa de encontrar palavras que melhor representassem aquelas recorrências. O autor ainda chama a atenção para o fato de que pseudo-conceitos que emergem das falas dos atores sociais, não podem ser confundidos com o objeto da GT, pois, na maioria das vezes, tais atores têm uma visão enviesada da realidade. “GT is not their voice: it is a generated abstraction from their doings and their meanings that are taken as data for the conceptual generation.” (p. 5).
O autor ainda escreve:
‘When naming concepts, GT does not try to give a “concern to understand the world of the research participants as they construct it” (Glaser, 1998). GT is not “an enquiry that makes sense of and is true to the understanding of ordinary actors in the everyday world” (Glaser, 1998). GT uncovers many patterns the participant does not understand or is not aware of, especially the social fictions that may be involved.’ (GLASER, 2002, p. 5)
As duas primeiras sentenças são claras ao afirmar que a teoria fundamentada não se preocupa com a realidade construída pelos atores sociais em sua prática, ele crê na possibilidade de acessar uma realidade além. Segundo Glaser, é necessário captar o mundo para além impressões imediatas, desnudando o que em filosofia chamamos de coisa-em-si. Neste ponto, a GT se aproxima em muito do método materialista dialético-histórico em dois pontos: (1) ao propor que todo conceito deve emergir da observação dos dados; e (2) que é necessário passar pelo mundo da aparência, pela pseudoconcreticidade como afirmaria um Karel Kosic[4], para buscar a coisa-em-si.[5]
Glaser tenta aprofundar na afirmação de que a teoria fundamentada elabora conceitos que transcendem as variáveis tempo, local e atores: ou seja, abstraídos da história e da práxis humana. O autor acredita que sua metodologia é capaz de gerar conceitos universais e necessários apenas pela força de sua vontade, bastando que ele ignore os aspectos históricos e de contexto, o que é, obviamente, um crasso engano metodológico. Seu porto seguro é o constante ir e vir aos dados coletados; porém, se nem mesmo Karl Marx, um cérebro muito além de Barney Glaser, com a mesma convicção do fundamento exclusivo nos dados, se permitiu ser capaz de formular conceitos que não fossem historicamente determinados, como pode a grounded theory fazê-lo apenas pela vontade e ignorância? A resposta é simples, não é possível.
Ainda o texto defende que o caminho para criar teorias gerais – válidas em qualquer tempo, espaço ou lugar – está na formulação de conceitos transcendentes para então relacioná-los entre si. Não há novidade nisto. Em verdade, Platão e Aristóteles já empregavam o método de abstrair-se da realidade criando conceitos idealistas para relacioná-los entre si, formular teorias gerais e então chegar a verdades absolutas. Apesar de Glaser não usar o termo “verdade”, categoria que ganhou um rótulo de impossibilidade ontológica graças aos relativismos e niilismos pós-modernistas (pós-estruturalistas, etc.) – provavelmente por isto evitado pelo autor –, é disto, de fato, que ele está tratando: da busca de teorias gerais, invariáveis no tempo, no espaço e no contexto.[6]
Este coloca então que a transcendência em relação a lugar está relacionada ao fato de que existem processos sociais que podem ser observados em distintos espaços com certa semelhança. O autor alega que não se pretende com a teoria fundamentada, dentro de uma pesquisa, explicar a totalidade de um fenômeno complexo, mas um processo menor que possa ser exaustivamente pesquisado e ter seus dados confrontados. Logo, estes pequenos processos estruturais podem ser comparados em distintos locais, sendo possível formular uma teoria geral para eles.
Já para justificar a transcendência em relação aos indivíduos, Barney afirma que comportamento é apenas um padrão no qual uma pessoa adere. Logo, não são os indivíduos categorizados em sua individualidade, mas os padrões sociais que eles reproduzem em seu comportamento e que, na visão do autor, podem ser reduzidos a uma regra geral através da análise com teoria fundamentada.
No que diz respeito ao tempo, a história, Glaser profere que descrições, obviamente, são datadas, enquanto que conceitos teriam uma vigência maior. Logo, conceitos perdurariam por uma característica interna da categoria conceito, por sua natureza, por serem ontologicamente acima do tempo: uma transcendência temporal evidentemente forçada.[7]
A seguir, o autor aponta que existem indivíduos mais ou menos capazes de perceber padrões em processos sociais – aqueles que teriam esta capacidade transcenderiam para a formulação de conceitos gerais, enquanto que os demais permaneceriam limitados pela descrição. A grounded theory, segundo o autor, não serve para minorar a incapacidade de alguns em formular conceitos, mas principalmente para potencializar o brilhantismo daqueles que podem fazê-lo através da contínua e reiterada apreciação dos dados coletados, e do extrair de padrões mais gerais dos fenômenos. Segundo o autor, pesquisadores deveriam ser orientados para se questionar sobre sua capacidade de formular conceitos, e assim serem orientados em que searas deveriam adentrar ou não.[8]
Barney Glaser defende existirem quatro diferentes estágios na formação de uma análise conceitual que devem ser enfrentados, assim, uma teoria fundamentada tem como objetivo chegar ao menos o terceiro nível. Os níveis são: (1) coletar dados; (2) gerar categorias para organizar os dados; (3) descobrir a categoria principal que confere ordem às demais. É possível, ainda, ascender de uma teoria substantiva para uma teoria formal, a qual, de acordo com Glaser, poderia ser mais amplamente generalista, sendo este o quarto nível.
O autor coloca então que a elaboração de conceitos concede um tipo de poder ao seu autor, no sentido de que ele é capaz de: (1) construir sentenças explanatórias de alto nível em debates; e (2) explicar mais coerentemente os fenômenos; além de, considerando a assertiva anterior de que conceitos são perenes, suas formulações perdurarem por mais tempo. Então, afirma que a teoria fundamentada exerce o papel de democratizar este poder ao fornecer uma metodologia em que a capacidade de gerar novos conceitos pode ser socializada; ao menos para aqueles que possuam tal habilidade, o que, em si, é uma falha de democracia.[9]
A seguir o autor faz uma exposição acerca dos limites que possuem os conceitos elaborados sem uma profunda análise da realidade, o que ele chama de conjecturas conceituais – “conceptual conjecture” (p. 19). Segundo Glaser, tais conceitos seriam elaborados sem passar pelos níveis básicos de análise conceitual e, como conseqüência, quando confrontados em pesquisa empírica eles simplesmente não se mostrariam capazes de explicar os fenômenos a que se proporiam a tanto. Apesar de compartilharem das características naturais de todos os conceitos – transcendência temporal, espacial e em relação aos sujeitos –, e desenvolvidos de maneira lógica (dedutiva), estes simplesmente não seriam válidos por não apresentarem capacidade explicativa.
Glaser cita também outro tipo de engano, a descrição conceitual, que seria resultado de uma tentativa malfada de elaborar uma teoria fundamentada. Neste caso, o pesquisador elaboraria um conceito prévio e então passaria a análise exaustiva de dados, procurando a todo modo encaixar sua formulação na realidade, muitas vezes até mesmo distorcendo dados e informações a fim de que estes a corroborem. Assim, cada caso de realidade é comparado ao (pré)conceito, julgando se este é apropriado ou não. Desta forma o padrão não estaria emergindo dos dados, e mesmo que pudesse ser verificada alguma compatibilidade, não se poderia dizer se aquele conceito representa a categoria mais importante para explicar o fenômeno.
Já o que chama de “conceptual foppery” (p. 24) acontece quando um pesquisador se utiliza de um único ou poucos eventos para formular um conceito e chama isto de teoria fundamentada. De acordo com Barney Glaser, a GT deve, por definição, se debruçar sobre uma ampla quantidade de dados, em diferentes contextos, para deles extrair padrões que, uma vez nomeados, tornar-se-ão conceitos. Se um único evento, ou mesmo poucos são observados, não é possível assegurar que um padrão dali extraído seja confiável ou representativo. O autor afirma que este tipo de engano é orquestrado por pesquisadores que têm habilidade para abstrair a partir de uma quantidade pequena de dados, mas que não conseguem fazê-lo a partir de um conjunto significativo de informações. O resultado pode ser um conceito vago, ou mesmo focando uma categoria de menor importância.
Ao final, Glaser retoma o argumento de que a formulação de conceitos concede ao pesquisador uma forma de poder, e que a grounded theory auxilia indivíduos a serem capazes de se dotar de algum nível auto-suficiência nesta seara, ao menos os que tenham alguma predisposição para o raciocínio conceitual.
A nossa leitura deste texto em particular, e da teoria fundamentada de modo geral, fez surgir algumas dúvidas que parecem não ser devidamente enfrentadas por Barney Glaser.
Em primeiro lugar, segundo Karel Kosíc (2002), todo método científico está, necessariamente, vinculado a uma teoria do conhecimento; e esta, por sua vez, deriva de uma teoria da realidade. Glaser não expõe a que teoria do conhecimento se filia, muito menos a que teoria da realidade.
Percebemos na teoria fundamentada a existência de elementos metodológicos oriundos de tradições intelectuais diversas, talvez incompatíveis entre si: (1) a contínua exigência de se fundamentar nos dados é algo que parece advir do materialismo histórico-dialético marxiano, como apontamos anteriormente;[10] (2) já a crença de formular conceitos apodíticos, universais e necessários, é visivelmente idealista e racionalista, aparentando se aproximar de um René Descartes; (3) mais o apego ao fato de que conceitos válidos advêm apenas da indução tem raízes no empirismo inglês, sobretudo no materialismo vulgar de David Hume – apesar de, obviamente, não ceder à parte materialista do empirismo;[11] e (4) por fim, a idéia de que deve-se objetivar as subjetivas relações sociais é enraizada na sociologia de Durkheim. Porém, a junção destas muitas fontes não é devidamente explicada, sequer é explicitada diretamente. O autor apresenta a teoria fundamentada como uma descoberta, como se ele a tivesse tirado exclusivamente de suas próprias idéias, o que é uma pretensão talvez insustentável.[12]
Por último, a busca de tais padrões entre situações sociais distintas aproxima muito a metodologia de Glaser do estruturalismo. Como afirma Jean Piaget:
“Em uma primeira aproximação, uma estrutura é um sistema de transformações que comporta leis enquanto sistema (por oposição às propriedades dos elementos) e que se conserva ou se enriquece pelo próprio jogo de suas transformações, sem que estas conduzam para fora de suas fronteiras ou façam apelo a elementos exteriores. Em resumo, uma estrutura compreende os caracteres de totalidade, de transformações e de autoregulação.” (PIAGET, 1979, p. 6).[13]
O tal padrão buscado pelo método da teoria fundamentada em muito se aproxima com o conceito de estrutura, apesar do autor não fazer nenhuma menção a respeito. [14]
A teoria fundamentada parece-nos um construto ainda imaturo, montado com partes de distintas e contraditórias tendências filosóficas, sem, no entanto, citar suas fontes ou apontar uma resolução para as inconsistências gnosiológicas, ontológicas e axiológicas desta mistura de tão díspares sistemas. Ainda assim, a GT possui pontos positivos, sobretudo ao se focar nos dados e não tentar constranger adequar a realidade a conceitos idealistas, porém, tais características são muito mais herdadas das metodologias copiadas do que mérito próprio.
[1] O norte-americano Barney G. Glaser (1930) é sociólogo formado em Stanford (1952), com Ph.D. pela Universidade de Columbia (1961). Foi professor de metodologia da pesquisa na Universidade da Califórnia, São Francisco (1961-89). No início da década de 70 fundou uma editora especializada em sociologia e Grounded Theory, The Sociology Press, na qual trabalha até hoje como editor-chefe. Em 1999 deu início ao Grounded Theory Institute que também ainda preside. E-mail: order@sociologypress.com.
[2] No decorrer desta resenha utilizaremos os termos grounded theory e teoria fundamentada como sinônimos apenas para efeito de simplificação, assim como a abreviação usada pelo autor, GT.
[3] KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. 5. ed. Tradução Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001.
[4] KOSÍC, Karel. Dialética do concreto. Tradução Célia Neves, Alderico Toríbio. 7. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.
[5] Mas, ao mesmo tempo em que se aproxima do método inaugurado por Karl Marx e Friedrich Engels, também deste se afasta ao negar as impressões e representações dos atores sociais. Como afirma Kosic (Op. Cit.), a dialética materialista histórica pretende apreender a realidade a partir da totalidade concreta dos processos sociais, e esta totalidade concreta é tanto formada pelas relações por detrás da aparência, como pela maneira através da qual esta se apresenta no mundo da pseudoconcreticidade. No exemplo, tanto o conceito do ator como o conceito formado pela pesquisa comporiam a realidade completa – a totalidade concreta – do objeto em questão. O em-si não pode ser separado do fenômeno, pois a relação social que confere a essência à aparência não pode ser destituída de um corpo para se manifestar, assim com um corpo não pode abdicar de seu espírito sob pena de cair morto.
[6] Ainda, o autor afirma que pesquisadores são, muitas vezes, incapazes de perceber as distinções entre uma dimensão meramente descritiva de um processo social de uma dimensão conceitual. O autor atribui isto ao fato de ser difícil para os pesquisadores serem capazes de abstrair os elementos referentes ao tempo, às pessoas e ao local – para o que a teoria fundamentada seria a solução milagrosa.
[7] Barney Glaser ainda nesta parte faz uma aproximação perigosa com a auto-ajuda ao prometer fama e reconhecimento aos que enveredam por formular conceitos, já que estes tem sua permanência assegurada pela natureza desta categoria. Ele se esquece de afirmar que os conceitos que permanecem são aqueles que têm uma capacidade explicativa relevante. Esquece ainda que conceitos são também datados historicamente, já que o devir histórico muda também o que é relevante. Ou seja, a não ser que Barney Glaser esteja defendo conceitos tão gerais e abertos que não possuem nenhuma capacidade explicativa, ele erra ao afirmar que estes são, por natureza, resistentes ao devir. E, o argumento que usa apontando conceitos que sobreviveram para mostrar que estão acima do tempo, é inválido em lógica – pois muitos conceitos formulados ao longo da história humana pereceram. Assim é fácil, depois de seu ocaso, taxá-los como descritivos. Mas, talvez devamos aqui conceder algum benefício da dúvida e diferenciar o conceito válido/inválido do conceito temporalmente envelhecido; porém, de que serve um conceito atemporal se ele é inválido?
[8] Barney Glaver não adentra a discussão de como surge tal capacidade, se inata ou construída. Mas, pelo seu discurso, e por afirmar que alguns indivíduos simplesmente não servirem para isto, fica claro que para ele é uma habilidade que não pode ser reproduzida ou ensinada por uma técnica, ou seja, seria inata.
[9] Aqui, Glaser lembra Schumpeter e sua explicação sobre o papel dos empreendedores na sociedade capitalista. Para Schumpeter, estes indivíduos dotados do dom divino de serem criativos e inovadores deveriam ser os verdadeiros herdeiros do governo dos povos, os quais a estes deveriam se sujeitar por sua capacidade superior, uma opinião potencialmente fascista. Ver SCHUMPETER, Josef Alois. Capitalism, socialism and democracy. 3. ed. New York: Harper & Brothers, 1950.
[10] Diferenças/semelhanças entre a teoria fundamentada e o materialismo histórico-dialético. É muito parecido em termos de atitude de pesquisa, pois afirma que os conceitos não podem ser adiantados, mas abstraídos dos dados de campo. As duas principais diferenças é que acredita que, com isto, pode montar conceitos apodíticos e não enxerga a realidade a partir de uma noção dialética. Marx sabia que agindo desta maneira só poderia encontrar verdades históricas e, portanto, que tais padrões seriam marcados por contradições que são, de fato, as próprias contradições históricas das sociedades.
[11] Diferenças/semelhanças entre a teoria fundamentada e o empirismo de Hume. A GT toma a noção de verdades construídas absolutamente pela indução, mas ao invés de, como Hume, acreditar que todos os homens constroem seu raciocínio desta forma – o que já havia sido negado empiricamente – defende que apenas a ciência deve ser assim orientada. Ainda se afasta de Hume ao notar que o foco seriam as relações sociais, mas Glaser não esclarece o que entende por “relações sociais”.
[12] Já dizia o economista inglês John Maynard Keynes: “homens práticos, que se julgam imunes a quaisquer influências intelectuais, geralmente são escravos de algum economista já falecido.” KEYNES, John M. As conseqüências econômicas da paz. Tradução Sérgio Bath. São Paulo: Imprensa Oficial. Brasília: UNB, 2002.
[13] PIAGET, Jean. O estruturalismo. Tradução Moacir Renato de Amorin. São Paulo: Difel, 1979.
[14] Parece não ser obra do acaso o fato de que, em seu livro The Discovery of Grounded Theory, as principais referências utilizadas por Glaser e Strauss são Robert Merton e Talcott Parsons, sociólogos americanos que ostentam (!?) destacada influência weberiana. Ver GLASER, Barney G.; STRAUSS, Anselm L. The Discovery of Grounded Theory: strategies for qualitative research. New Jersey: Aldine Transaction, 2006.
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