“Vestir a camisa da empresa” soa como conselho inofensivo, quase uma regra básica de convivência profissional. Mas o que exatamente se exige quando se pede lealdade, engajamento e entrega total em vínculos cada vez mais instáveis? Este texto desmonta essa retórica e expõe como a camisa funciona como ideologia, como desculpa para trabalhar mais e como técnica refinada de controle. Ao seguir o fio que liga pertencimento à exploração e engajamento à obediência, a leitura convida a olhar com desconfiança para uma das palavras de ordem mais repetidas — e menos questionadas — do capitalismo contemporâneo.