CHAMADA DE TRABALHOS / CALL FOR PAPERS. O objetivo do Tema 7 da divisão de EOR da Anpad é oferecer um espaço de diálogo para pesquisadores com trabalhos no campo dos estudos organizacionais que se fundamentem em base econômica e/ou macrogerencial, a partir de perspectivas crítico-reflexivas, levando em conta as interfaces de integração entre organizações, economia e sociedade. Submissões até 7/3.
Administração e Estudos Organizacionais
O campo da ADM/EOR é a totalidade dialética/dialógica formada por (i) gestão, (ii) organização, (iii) divisão técnica do trabalho e (iv) divisão social do trabalho.
Desenvolvimento como Opressão
Se o desenvolvimento é a forma aparente da dinâmica capitalista; e se o capitalismo é a estratégia de dominação do homem branco ocidental sobre as demais culturas, negras, nativo americanas e asiáticas; o desenvolvimento econômico e social não é nada além de mais uma forma de opressão, a face aparente de um esquema de jugo, dominação e exploração.
Por uma “nova esquerda” como nunca deveria ter deixado de ser
Nos círculos da esquerda, desde o alto até as bases, dos gabinetes do parlamento até as salas de aula, viceja um misto de incredulidade e pessimismo nos últimos anos. Os acontecimentos recentes seriam uma evidência de que a esquerda não está apta a proporcionar bons governos. No entanto, não concordo com a tese da "oportunidade perdida". Muito foi realizado. Muito mais pode ser alcançado.
Não é certo que a verdade sempre prevaleça. Tampouco que a mentira se revele em todas as ocasiões. Nem mesmo se pode dizer que há um castigo divino, cruel, sagaz ou irônico para os mentirosos. Não. Nada disso é certo. A única pena que certamente afligirá todos os que mentem é ter que conviver o tempo inteiro consigo mesmos.
Não existe nada mais pernicioso para a sociedade que políticos ávidos por poder, economistas sôfregos em alcançar reconhecimento e capitalistas vorazes pelos lucros. Nossa tragédia está em termos sempre sido governados por pessoas assim.
E assim…
Nos encontramos num momento, numa encruzilhada histórica (cômica?) quando o mais indicado é fingir ser mesmo o que se é de fato, se não em ato, ao menos em estardalhaço, como que parodiando toscamente o poeta descrito e vivido (?) por Pessoa.
O coringa
Essa plot me chamou a atenção por dois motivos. O descenso da personagem rumo a dissociação completa expõe, de certa forma, o risco generalizado em se enfrentar uma situação social de crescente desmantelamento de estruturas de sociabilidade, como o emprego, a educação, a saúde pública, a confiança na classe dirigente, a emersão do fascismo. Um enfrentamento que o povo trava desaparelhado e desassistido, de frustração em frustração, o que pode levar à uma situação de rompimento com o compromisso de integração coletivo.
MARX, Karl. Crítica da filosofia do direito de Hegel. Tradução Rubens Enderle, Leonardo de Deus. São Paulo: Boitempo, 2013. p. 151.
Universidade, internet e além…
Assim, se a estrutura social centralizada pouco se altera com a emersão da informática e da internet, as mudanças no campo educação tampouco são estruturais, até então se mostrando igualmente circunscritas ao nível das aparências e das técnicas. Dizer diretamente o que deve permanecer e o que deve sumir, em termos de prática educacional, é fútil. O desafio que permanecerá, na minha opinião, é o mesmo: como fazer com que as pessoas assumam ativamente o protagonismo em seus processos de aprendizagem?