Vira e mexe os tais reformistas do Estado — os impolutos e virtuosos defensores da eficiência — voltam sua atenção contra a estabilidade de servidores públicos. O argumento normalmente gira em torno de uma lógica simples: a estabilidade causaria ineficiência, pois não haveria um incentivo forte para com o qual trabalhadores se comprometam, mantendo níveis sub-ótimos de produtividade. Concluem que extinguir a estabilidade contribuiria para um Estado melhor, mais eficiente e justo. Os objetivos ocultos dessa discussão são muitos, dentre estes, deprimir capacidades estatais e privatizar o controle sobre o fundo público de capital intelectual e produtivo.
Independência do Banco Central, cabe a nós resistir…
No Brasil o Bacen é uma burocracia pública. Seus funcionários são pagos com dinheiro público, suas estruturas foram construídas com dinheiro público, os efeitos de suas escolhas recaem sobre os milhões de brasileiros. Deveria representar o interesse dessa coletividade. Em verdade,a discussão sobre um Bacen independente não é, como tudo afinal em economia, um debate técnico, e sim político. O capital usa mídia e economistas ortodoxos para tentar controlar a autoridade monetária e orientá-la a seu favor.